Descrição
Alejandro Bruzual publica o seu quarto livro em português, com o título Imagens Terrestres, traduzido por Maria Eduarda de Sousa e a este propósito dirige-se assim ao leitor deste livro: (…) o que ponho nas tuas mãos não é simplesmente um livro. Ainda que recolha partes separadas da realidade, não a invento. E, assim, são estas imagens, fotografias escritas. (…)
De ser um livro de viagens, um caderno de apontamentos, um diário de navegação de um argonauta, um conjunto de pequenas crónicas de um ser empenhado em registar as suas vivências, ou uma descarnada agenda testemunhal de quem se sabe privilegiado testemunha de uma realidade tão diversa e plural como a própria vida.
Um amplo registo caleidoscópico de vastíssimas ressonâncias éticas e sociológicas vislumbra-se entre as anotações que se vão sucedendo página após página de Imagens terrestres, dando a sensação ao leitor de estar envolvido no intenso viver a vida que o autor realiza nas suas andanças de viajante incansável. Não está ausente destes textos híbridos a embriaguez, a solidão e o desequilíbrio que desencadena a sociedade pragmática e consumista da pós-industrialização.
Rafael Rattia
Alejandro Bruzual nasceu em Caracas, Venezuela, em 1957. É licenciado em Letras, pela Universidad Central de Venezuela, Professor Executante de Guitarra Clássica e Doutorado em Literaturas latinomericanas, pela Pittsburgh University, Pensilvania, USA. Nesta instituição obteve também o Master in Arts e o Certificado doctoral en Estudios Cinematográficos e a Calificación de honor en los exámenes de Maestría.
Atualmente é investigador, nas áreas dos estudos literários e musicais no Centro de Estudios Latinoamericanos Rómulo Gallegos, em Caracas e paralelamente professor de Literatura Latinoamericana na Universidad Central de Venezuela.
No campo da criação poética publicou Las Exequias de la flor, San Cristóbal, Ediciones de El Parnasillo, 1983; Imágenes Terrestres, Caracas, Contexto Audiovisual 2, 1992; El Jardín de las Mujeres, Caracas, Monte-Ávila, 1993; Aldebarán y otros poemas, Caracas, Editora El perro y la rana, 2010; Los cuadernos de Aleta, la pintora, Caracas, Monte Ávila Editores, 2011, Colección Altazor; Abu reina, Mural a 33 pedazos para Lynndie England una muchacha cualquiera, Caracas, El perro y la Rena, 2012; e Aires de tempestade Narrativas contaminadas en Latinoamerica, Caracas, Fundación Cerlag, 2012.
Publicou em língua portuguesa, Aldebarán e outros poemas, ambiguaedições, 2013, Évora, O Jardim das Mulheres, ambiguaedições, 2014, Évora e Os cadernos de Aleta, a pintora, ambiguaedições, 2015.
Recebeu vários prémios de literatura, destacando-se o Premio de ensayos cortos de la Cinemateca Nacional com “El rostro de Prometeo resistente” (2005); o Premio Municipal de Literatura, mención poesía com Aldebarán y otros poemas (2011); e o Premio Municipal de Ensayo com Aires de tempestad – Narrativas contaminadas en Latinoamérica (2013).










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